25.11.10

E eu que não luto nada

Imagem: Corbis
Semana passada em mais uma tentativa de ganhar um corpo suntuoso (não que ele não seja) voltei para academia. Dessa vez nem tanto por motivos estéticos, mas sim porque 3 caixas de antialérgicos deixam você um tanto fofinha (sem comentários). Em menos de dois meses vi o ponteiro da balança ir de 55 e uns quebrados, para 58 beirando o 9. Minhas roupas rendem um capítulo a parte, simplesmente se rebelaram. Então lá fui eu.

A barreira número um de se começar a malhar são os olhares na academia. Posso ser a pessoa mais fria do mundo, mas aqueles olhos inquisidores incomodam. Já é uma barra estar ali e o pessoal não contribui! No meu caso fico me sentindo a roqueira no meio do forró (tá a comparação foi meio esdrúxula, foi a única que encontrei). Querendo ou não, posso pintar meu cabelo de azul, verde, ruivo, preto que sempre vou parecer intelectual com cara de boneca. Aliás, o apego ao óculos também não ajuda, logo me sinto o patinho fora da lagoa. Pra completar por causa da recuperação da cirurgia (fez um mês na segunda-feira) não posso levantar peso e nem correr meia maratona na esteira, ou seja, vou caminhando de leve, devagar-quase-parando. Até que tentei me enturmar com a galera botando aquele short de lycra estampado Super na moda e a camiseta básica, mas sem sucesso. Sendo assim, finjo que estou em outro lugar e continuo os exercícios.

Não satisfeita com a malhação (bem eu acho que dá pra chamar assim né) EU! Fui pedir para ELE* me ensinar jiu-jitsu e muay thai. Começo dizendo que a primeira aula foi uma piada. Motivo número 1: dá pra me imaginar numa posição de luta? Motivo número 2: Sou desengonçada, um tanto estabanada. Motivo número 3: Eu fico sorrindo enquanto tento acertar fazer um jab (soco com a mão que está mais à frente, buscando o queixo do adversário). Motivo número 4: O tatame é tão fofinho que depois de uma hora de esteira, bicicleta e etc, dá vontade de dormir... enfim como a esperança é a última que morre, e o professor é brasileiro e não desiste nunca, quem sabe um dia eu aprenda.

Em contrapartida tento tirar da minha cabeça que malhação e luta combinam com Dannie. Já relatei em diversos posts que no termo quesito físico eu sou um fiasco. Já tentei aprender vôlei, futsal, handball, basquete e o que consegui foi levar diversas boladas e adquirir alguns hematomas. Vai ver nasci para ser uma exímia lutadora!

Sonhar é permitido...



* ELE = Quem eu compartilho meus beijos, abraços e planos futuros

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