22.4.10

A árvore do centro


Descobriu o amor deitada numa rede debaixo de uma jaqueira velha, num dia ermo, numa tarde tranqüila. O amor é um sentimento súbito e aflora às vezes do nada pegando desprevenidos corações que em seu íntimo querem despertar para algo mais preciso e duradouro.

Avaliou todas as possibilidades e descobriu que aquele era um momento único em sua vida. Os abraços não eram iguais. Os beijos eram únicos. Adorava os olhos, o sorriso, os cabelos, as mãos, as pernas, o tronco, tudo dele.

De repente o espaço ao redor pareceu o mais belo do mundo. Encostada sobre seu peito imaginou a vida dali pra frente, os planos para o futuro, as declarações, os mimos, a família.
Pesou as possibilidades e decidiu que o melhor mesmo a fazer era aproveitar aquilo tudo que estava sentindo... e foi o que ela fez.



“Do amor pouco sei e quase tudo espero, amando eu me acalmo e me desespero.”

(Cazuza)

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