Caricia
- Amor não! Hoje não.
Silêncio.
Dois minutos depois.
- Não amor. Eu não estou afim. Estou cansada...
Ele pára.
Ela abraça o travesseiro. Tenta se acomodar para voltar a dormir. Tinha tido um dia daqueles! Exaustivo. Cheio. Só queria descansar. Relaxar a estrutura dolorida que era seu corpo.
Ele insiste.
Ela ignora.
Mas acaba por exprimir uma reação meio minuto depois. Até que o carinho no pé era gostoso.
- Você não tem jeito mesmo! – Diz.
Ela vira para contemplá-lo. Ele ... olhos fechados, postura de quem está no melhor do sono. Encara-o.
- Não sabe nem mentir. Eu estou vendo você piscando. Quer me enganar é?
Ele continua na mesma posição. Quieto. Sereno. Tranquilo.
- Amorrrrrrrr. – Ela insiste.
Ele abre os olhos surpreso. Observa. Não entende nada. O que estava acontecendo?
- Você está bem? – Questiona.
- Por quê?
Ele olha o relógio na mesinha da cabeceira. 02h45.
- Já viu a hora? – Pergunta um tanto aborrecido.
- Você que começou.
- Eu que comecei o quê?
- Você que me acordou. Eu pedi pra você parar, mas você continuou.
Silêncio. Eles se encaram.
- Agora quem não está entendo nada sou eu.
- Vamos voltar a dormir. Eu estou com sono. – Ele pede.
- Assim?
- Assim como?
- Você me acorda. Provoca-me. Me deixa querendo e depois diz que não?
- Querida ... acho que você está trabalhando demais.
- Realmente estou e você não está me ajudando agindo dessa maneira.
- Vamos! Encosta a cabeça no travesseiro e volta a dormir. Tá bom.
- E os finalmente?
- Finalmente?
- Sim. – Afirma ela com um sorriso malicioso descendo a mão pelo peito dele.
- Ãh? Agora?
- Não depois de amanhã. Não se faz de desentendido... O que você estava roçando no meu pé? Algum brinquedinho novo? Diz aí vai...
- Brinquedinho? Você sabe que não sou dessas coisas.
- Vai! Fala o que é? – Insiste.
- Amor ... sinceramente eu não estou entendendo.
- Não sei, pareceu algo gelado, com gel. Fala vai...o que é. - Pede entusiasmada.
- Não fiz nada. Eu juro.
- Então tá.
Ela volta para seu lado da cama. Abraça o travesseiro. Algo se esfrega nos seus pés debaixo do cobertor.
- Pára! – Grita ela se voltando para ele. Não tem graça. Não quer não insiste.
- Não fui eu!
- Não tem graça. Que saco!
- Amor...
- Já chega! tá bom?
Ele se virá para um lado e ele para outro. Algo se move rapidamente por baixo do lençol e avança em direção aos dois.
- Ruffus!!!
Silêncio.
Dois minutos depois.
- Não amor. Eu não estou afim. Estou cansada...
Ele pára.
Ela abraça o travesseiro. Tenta se acomodar para voltar a dormir. Tinha tido um dia daqueles! Exaustivo. Cheio. Só queria descansar. Relaxar a estrutura dolorida que era seu corpo.
Ele insiste.
Ela ignora.
Mas acaba por exprimir uma reação meio minuto depois. Até que o carinho no pé era gostoso.
- Você não tem jeito mesmo! – Diz.
Ela vira para contemplá-lo. Ele ... olhos fechados, postura de quem está no melhor do sono. Encara-o.
- Não sabe nem mentir. Eu estou vendo você piscando. Quer me enganar é?
Ele continua na mesma posição. Quieto. Sereno. Tranquilo.
- Amorrrrrrrr. – Ela insiste.
Ele abre os olhos surpreso. Observa. Não entende nada. O que estava acontecendo?
- Você está bem? – Questiona.
- Por quê?
Ele olha o relógio na mesinha da cabeceira. 02h45.
- Já viu a hora? – Pergunta um tanto aborrecido.
- Você que começou.
- Eu que comecei o quê?
- Você que me acordou. Eu pedi pra você parar, mas você continuou.
Silêncio. Eles se encaram.
- Agora quem não está entendo nada sou eu.
- Vamos voltar a dormir. Eu estou com sono. – Ele pede.
- Assim?
- Assim como?
- Você me acorda. Provoca-me. Me deixa querendo e depois diz que não?
- Querida ... acho que você está trabalhando demais.
- Realmente estou e você não está me ajudando agindo dessa maneira.
- Vamos! Encosta a cabeça no travesseiro e volta a dormir. Tá bom.
- E os finalmente?
- Finalmente?
- Sim. – Afirma ela com um sorriso malicioso descendo a mão pelo peito dele.
- Ãh? Agora?
- Não depois de amanhã. Não se faz de desentendido... O que você estava roçando no meu pé? Algum brinquedinho novo? Diz aí vai...
- Brinquedinho? Você sabe que não sou dessas coisas.
- Vai! Fala o que é? – Insiste.
- Amor ... sinceramente eu não estou entendendo.
- Não sei, pareceu algo gelado, com gel. Fala vai...o que é. - Pede entusiasmada.
- Não fiz nada. Eu juro.
- Então tá.
Ela volta para seu lado da cama. Abraça o travesseiro. Algo se esfrega nos seus pés debaixo do cobertor.
- Pára! – Grita ela se voltando para ele. Não tem graça. Não quer não insiste.
- Não fui eu!
- Não tem graça. Que saco!
- Amor...
- Já chega! tá bom?
Ele se virá para um lado e ele para outro. Algo se move rapidamente por baixo do lençol e avança em direção aos dois.
- Ruffus!!!

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