Divagando ...

E derrepente ela esqueceu tudo.
Já não sabia quem era.
Se tinha amigos.
Quem eram seus pais.
Seu irmão.
O que fazia da vida.
Viu os campos se aproximarem.
O céu ficou mais azul.
O ar mais limpo.
Sentiu a calmaria envolver todo o seu corpo.
Esqueceu a rotina.
O dia-a-dia.
Não fez questão de batom, de perfume, de cremes de um pente no cabelo.
Seria ela mesmo.
Pensou.
Pensou.
Rompeu o silêncio.
Sorriu baixinho.
Depois deu uma gargalhada.
Arquitetou mil e umas loucuras.
E concluiu ...
Essa era ela mesmo.
Às vezes, necessitamos ficarmos sozinhos...
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