24.9.10

Chow-Chow neles!!!

Tava lendo o blog Brincando de Casinha da jornalista Mari Mello quando me deparei com um post falando sobre cachorros. Ela que mora num apartamento esta vivendo o dilema' ter ou não ter um cão?' Não preciso nem dizer que os comentários no post sobre o assunto dispararam. Até aí nada de mais. Era de se esperar que isso acontecesse. Porém a quantidade de pessoas falando mal do Chow-Chow me surpreendeu. Diante da situação decidi sair em defesa da raça da Lunna, a minha pequena.


Não é novidade que eu adoro cães. O assunto aliás já rendeu muitos posts aqui no blog. Já contei que tive vários. Pequenos, grandes, tranquilos, danados, valentes, calmos, etc. A Lunna que ganhei de presente em fevereiro é só mais um deles. O desejo de ter um segundo cão (o primeiro é o Russo, um pequinês-poodle-vira-lata de 4 anos) veio depois que perdi o Pluto, meu dobberman de 15 anos. Minha mãe sempre foi contra e não queria um segundo cachorro em casa e durante muito tempo ficou o luto pelo velho companheiro. Na verdade ter um cão é uma experiência fantástica. Paralelo a isso vê-lo avançar com o tempo, suas transformações não deixa de ser um nostálgico aprendizado. Sofri quando o Pluto morreu. Chorei até me conformar que ele tinha cumprido a sua missão. Enfim...

A Lunna veio parar na minha mão num período complicado. Tinha terminado um relacionamento de sete meses, meu trabalho não tava legal e pra completar ainda tinha sido operada. Minha cabeça tava a mil. Coincidentemente os amigos decidiram sumir por aí e os poucos que restaram não podiam me dá atenção 24 horas (eu entendo ^^). Lá em casa todo mundo trabalha, quem não trabalha, estuda. Com o fim da faculdade eu acabei tendo as noites livres. Era nesse momento que a solidão batia com mais intensidade. Haja telefone celular! Mais só isso não me satisfez (nem tinha como). Foi aí que vi a peluda no orkut de um amigo. A minha reação foi que nem aquela do garotinho do Beethoven (o filme).

- FILHOTINHOS!!!!!

Foi questão de tempo para que a branquela viesse morar comigo. 

O cachorros da raça Chow-Chow (entenda Lunna) chamam a atenção. Primeiro porque quando filhotes parecem com os da raça Husky Siberiano. São fofinhos, e os pêlos macios deslizam entre os dedos, confesso que dá vontade de abraçar e apertar (Felícia?), mas nada disso se compara a sua característica única: a língua azul.  São bem diferentes. Antes de ganhar a Lunna, um amigo me ofereceu um Cocker Spaniel, um Dachshund (salsichinha) e um Pinscher acabei não ficando com nenhum. Não porque não me agradou, mas porque também precisava me organizar e a oferta apareceu em vésperas de final de ano quando as coisas estavam bem tumultuadas por conta da minha defesa do TAO e ainda da festa de formatura. Do jeito que sou quem sabe um dia não tenha todos!

Voltando a Lunna... bom logo no início ela não queria papo comigo, vivia enfiada debaixo da cama e quando saia de lá era toda desconfiada. Apesar de longe da mãe, ela não chorou. Aliás um Chow-Chow chorando é uma coisa meio rara. Isso só acontece em situações extremas  quando querem sinalizar que não estão bem, tipo doente. A Lunna não tem frescura com comida, come ração e qualquer outro tipo de alimento, claro que é preciso está revezando pra não enjoar. Outra, dificilmente você passa despercebido  já que o faro dela é bem apurado. A branquela pode está no quintal e eu entrar de finininho pro quarto que ela sabe que cheguei. Não demora aparece um focinho fuçando debaixo da porta.


Em termos de comportamento, depois que foi ficando maior a Lunna passou a ser mais brincalhona. As "brincadeiras" dela incluem: te atacar por trás, pela frente, atracar na sua canela, morder tua mão, tentar pular no teu rosto e lamber teu dedo do pé. Nos primeiros meses eu fiquei toda cheia de hematomas e passei um bom período sem usar vestido, mas depois de um tempo desenvolvi uma técnica para revidar os movimentos inesperados (correr e subir no sofá).No quesito temperamento, eu tive prejuízos. A Lunna odeia ficar trancada dentro de casa quando todo mundo saí (na verdade ela odeia ficar sozinha), no entanto, só fui descobrir isso depois de alguns prejuízos. Em sete meses a cabeçuda comeu pelo menos umas 5 sandálias havainas, roeu dois tênis do papai, destruiu dois controles da televisão e um carrinho de plástico que tava no armário da sala. Pior que isso tudo só a cara dela de sonsa quando eu cheguei e vi o cenário. Sobrou pra mim arcar com tudo e ouvir as reclamações da mamãe. Apesar dos pesares, os maiores danos não foram contra a minha pessoa, e sim contra a ex-namorada do meu irmão. Nada mais, nada menos a Lunna comeu duas sandálias dela e ainda rasgou um vestido novinho com a sua forma carinhosa de receber as pessoas (pulando nelas). Sorte que a Rol também tem cachorra e entende muito bem isso. Outra nos dias de chuva eu não tenho cachorra. A branquela praticamente hiberna e não adianta chamar que ela não vem. Dorme pra caracas! Quando tá quente ela passa 50% do tempo .... dormindo também! Se ela não tá fazendo isso, está tentando entrar na vasilha de água (não é nada fofo, quem enxuga o chão depois é eu!).


No geral, para ter uma Lunna é preciso ter paciência. Vale pra qualquer cachorro. Os gastos,  os prejuízos, os arranhões tudo isso é compensado pelo carinho, pela alegria de um rabo balançando quando te vê chegar e pela companhia.


3 comentários:

  1. Anônimo1.1.11

    sua cachorra esta mais para filhote de akita do q de chow chow

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  2. Nicolly Miranda11.1.11

    eu tenho um chow - chow sei bem como é... mais vale muito a pena !

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  3. Anônimo12.2.11

    Eu tenho 13 anos , estou afim de ter um Chow-Chow, por isso já estou me prevenindo para o comportamento,brincadeiras,etc... Do Chow-Chow , obrigado por este post , me ajudou bastante a entender e explicar pra mãe o comportamente de um cachorro que ela ta com o pé atrás.

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