17.7.09

Julho de despedidas ...

Já mencionei em outro post que a vida é um eterno ir e vir de pessoas, mas as pessoas que gostamos precisam ir embora num único mês?

Primeiro foi a Cissa. Agora estou perdendo a Danizinha. Ela optou por parar de trabalhar para se dedicar aos estudos. Com a saída dela perco uma colega de trabalho e uma amiga na vida real. Há poucos dias, mas um anúncio de despedida, uma pessoa de que gosto muito vai viajar, sem data de retorno, a única certeza que me deu é que volta, só não sabe quando.


Despedidas são sempre dolorosas. Estou tentando lidar com elas. Não me agarrei a uma garrafa de vinho e enchi a cara, mas infelizmente fui atingida em uma das coisas que mais aprecio: escrever. Tento rabiscar algo, no entanto fogem as palavras. Distraio-me. Bate a culpa por não conseguir.
Convenço-me de que é normal. De que as pessoas também ficam sem inspiração. Que em alguns momentos cutucam a tristeza.

Se perdi, recuperei alguns amigos do passado; do tempo de escola. Meninas e meninos que me conheceram pequena (assim como eu os vi também). É engraçado você trocar uma idéia com essa galera. Por mais careta que você tenha ficado por causa da rotina, todo mundo tira a fantasi
a e volta a ser criança/adolescente. Dei boas risadas, muitas risadas. Esqueci o cansaço e a hora de voltar pra casa. A mamãe me ligou para ver onde estava. Me senti uma bebezinha. Foi bom confesso. Não importa se já sou dona do meu nariz, mãe é mãe.

Para finalizar esse post, vou de Roberto Carlos.


‘Se chorei ou se sorrir, o importante é que emoções eu vivi.’


P.S: Prometo que logo, logo apareço com uma nova crônica.

Um comentário:

  1. ÀS vezes é assim, mas o importante é voltarmos a encontrar os amigos e a travar novos conhecimentos. Um dia, numa manhã triste em que me despedia de um dos meus melhores amigos, uma amiga de infância escreveu num papel que "somos um pouco daqueles com quem partilhamos a vida". Talvez seja por isso que a vida é "eterna". Acrescentamos sempre algo de novo a alguém com quem fazemos amizade. Conheço-te mal mas acredito que acrescentas sempre algo de positivo a quem te conhece. Por isso, teus amigos têm um pouco de ti e conseguem ser melhores do que eram antes de tu os teres iluminado.

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