10.6.09

Estilo (ou você tem ou não se importa)

Venho refletindo nos últimos dias as constantes mudanças ocorridas no meu visual, principalmente no quesito moda.

Devo confessar que não dito nada, sigo o estilo mais despachado possível.

Já foi muito pior na época em que andava como um menino.

Era o horror da mamãe.

A única filha, a que deveria ser o espelho da vaidade e beleza ,desprendida de qualquer apreço.

Dos meus 11 até os 13 anos não tinha quem me fizesse usar um vestido ou ainda uma saia. Eu odiava e se surgia à situação em que tinha que ir a caráter eu não ia. Se não tinha opção dava um jeito de colocar alguma coisa que destoasse da hegemonia da vestimenta.

Short ... só acima do joelho, blusa ... de preferência a mais solta possível, sandália ... rasteira. Com um estilo assim não teria problema algum em seguir a vida religiosa, ainda cogitei a possibilidade (para a felicidade do papai), no entanto me desviei no meio do caminho.

Nova fase de transição. Época do rock. Juventude. Rebeldia. Legião Urbana. Show no Fluminense. Nova mudança no visual. Meu armário foi tomado por camisetas, calça jeans desbotadas e claro um inseparável All Star, todo riscado com caneta bic.

Veio as especulações, será que ela é? E quase parti para a briga na escola. Acabei arranjando algumas paqueras e grandes paixões que terminaram no final do ano letivo, quando ele mudou de colégio.

Mamãe puxou os cabelos quando dei fim as longas madeixas loiras que foram ficando cada vez mais curtas. Vieram às tintas, acaju, vermelho, preto e o loiro foi ficando pra cá. Sem querer ia na contramão do que era meio convencional, não por rebeldia, mas porque me sentia bem dessa forma.

Nem mesmo na maioridade me desprendi de um tipo de roupa que adorava tanto, o chamado macacão. Tanto que na entrevista de emprego para trabalhar no portal, eu estava vestido um, branquinho, comprido, o meu preferido.

No entanto, o ultimato mesmo veio depois de uma viagem de trabalho ‘Vai hippie e volta dama’. Dito e feito. De jeans e jaqueta vim numa camisa social mais moderninha. Foi daí para pior (ou seria melhor). Hoje mamãe depois de muito reclamar está feliz da vida, as sapatilhas são douradas com florzinhas, os vestidos tem lacinhos e as calças jeans valorizam o corpo. Fazer o quê, mãe é mãe e moda é moda.

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