19.6.09

Ainda AMO ser jornalista

Não vou mentir e dizer que não fiquei triste com a decisão do Supremo Tribunal Federal - STF na última quarta-feira (17).

O dia não tinha sido fácil e confesso que chorei no final da noite.

Meus sentimentos oscilaram entre raiva e frustração.

Fiquei tentando entender como seriam as coisas dali pra frente.

Hoje parando para analisar, depois de dezenas de textos lidos sobre o assunto, depois de diversos comentários eu prefiro o meio-termo.

Gilmar Mendes não soube usar as palavras certas para expressar sua opinião.

Posso considerá-lo um vacilão ou ainda um burro, isso vai depender do modo como prefiro analisá-lo.

No fundo a decisão do STF era previsível.

Os políticos estão no olho do furacão, viraram a Geni da imprensa.

Teríamos nós, jornalistas, cutucado as ‘onças’ com vara curta?

Seria a queda do diploma uma tentativa para desanimar e desestabilizar os profissionais?

O fato é que derrubando uma conquista histórica que foi o diploma, os senhores ministros só fizeram aflorar ainda mais a gana que nos move.

Nós jornalistas somos movidos pela contradição. Contrariar-nos e aguçar nossos sentidos.

O que será visto daqui pra frente é um novo jornalismo (bom e ruim).

A queda da obrigatoriedade do diploma abriu portas. O meio agora será multifacetado. As opiniões mais dispersas.

Quando se agregam pessoas diferentes, agregam-se valores e novas idéias.

O novo nesse ponto é bem-vindo.

Mesmo que existam desvantagens, no fim vai prevalecer à recíproca ‘Só os mais fortes predominam’.

Não afirmo que haverá uma guerra nos bastidores. O fato é que os sensacionalistas de plantão, os pseudo-jornalistas podem até ganhar um lugar ao sol, mas no fim aquele que souber ser verdadeiro ao expressar a informação irá se sobressair.

Aos colegas que já atuam na área ... vocês são uns vencedores. Mesmo na adversidade não se deixaram desanimar e nem a peteca cair.

Aos novos profissionais que se encantaram pela profissão ... não é nada fácil, mas saibam que é estimulante.

Aos meus colegas de faculdade ... não perdemos 4 anos, aprendemos a ser pessoas melhores no trato da notícia.

Aos que já são formados, a vida é um constante aprendizado, cada pessoa é única, assim também é cada jornalista. Vocês são detentores de um conhecimento que nem todos tiveram acesso.

Com diploma ou sem diploma para ser jornalista é preciso ter instinto.

2 comentários:

  1. Parabéns pela perseverança, pela determinação, pela possibilidade desse novo olhar e perspectiva, acerca dos fatos e do que se apresenta para o futuro. Vcs precisarão mesmo, desse estímulo, desse 'gás'.
    O fato é que vcs são odiados pela "banda podre" da classe política do nosso país; e todos estão cansados de saber que são eles que ditam as normas, de alto a baixo. Essa decisão do STF parece ter cunho de revanche, de vingança, de tentativa de colocar vcs em seus "devidos lugares", de desestabilizar mesmo! Alguém já falou que vcs são bastante divididos (não fazem greve porque não há quem cobrirá a greve, afora os 'cabrestos', inerentes a (quase) todos veículos de comunicação no Brasil, que os inibem de lutarem por seus direitos . Segundo esses, há também uma "guerrinha" interna instalada, silenciosa, em que o 'estrelismo' e o glamour da profissão dão a tônica no comportamento de alguns, subindo-lhes à cabeça. Por isso muita gente os têm como uma classe de arrogantes e os acusam de quererem ser os 'donos da verdade'. O fato é que, por tudo que vcs representam, no geral, graças a Deus, a maioria de vcs se pautam por um exercício profissional fundamental, na promoção da cidadania. Hoje eu olho diferentemente para o meu diploma de Administradora. O curso de Administração é um forte candidato aos desmandos. Estou temerosa com os 'terroristas', com a corrente que prega que qualquer um pode administrar ou empreender. Por todas as 'misuras' - como fala o parense - que vêm ocorrendo em nosso país, creio que será a próxima 'bola da vez'. Chegou a hora de eu fazer o curso de Direito (esse ninguém se atreve a derrubar diploma), adiado por anos.

    ResponderExcluir
  2. Anônimo22.6.09

    Amei...
    Uma reflexão que acredito ainda tinha sido vaga, mesmo depois das nossas conversas (lembra??) minha irmãzinha ainda quer fazer Jornalismo, "é paixão!", ela explica.
    A paixão realmente é o que nos move...
    Jornalista sem paixão é como avião sem asa, carro sem estrada, Romeu sem Julieta...
    E não é um diploma que mede essa paixão.

    Cissa
    Bjokas

    ResponderExcluir

Poucas palavras ...