2.4.09

Na Cama



- Amorrrr.


Ele olha na direção da porta do banheiro. Lá está ela, numa lingerie pequenininha, o cabelo solto, a tentação em pessoa em uma fantasia de diabinha. Abandona a última edição da Playboy com aquela Big Brother na capa.


- Uauuuu.


- Gostou?


- Adorei. Vem cá que vou arrancar sua lingerie do dente.


- Vi e lembrei de você.


- Vem. Pode vim quente que eu estou fervendo...


- Daí entrei na loja. Sabe tinha outras fantasias lá...


- Sim Amor... Vem logo.


- De enfermeira. De estudante. Ah! Tinha uma de Índia.


- Vêm cá minha diabinha.


- Aí eu vi essa.


Ela senta na ponta da cama.


- Que bom que você gostou. Fiquei com medo de que você não gostasse e também tem a sua mãe.


Ele se assusta.


- O que tem a minha mãe?


- Já pensou se ela me visse assim. Ela é tão católica e eu de diabinha.


- Amor esquece isso vem cá logo.


- Depois vi as meias. Nossa! uma mais linda que a outra. Ficaram ótimas com meu salto alto, não foi?


- Foi.


- Aí pensei, vou tomar meu banho, passar aquele creminho e quando ele chegar eu vou estar cheirosinha.


- Hunrum.


- E o batom? Você gostou do batom?


- Gostei.


- Viu que fiz chapinha no meu cabelo, deu um ar sensual não acha?


- É.


- Eu pensei em fazer uma dancinha, mas se eu caísse do salto e machucasse o tornozelo? Ia ser ridículo eu vestida de diabinha indo para o hospital.


Ele pega a Playboy de volta.


- Pronto Amor, pode tirar no dente.


Ele continua folheando a revista.


- Que foi?


- Perdi o tesão.

Um comentário:

  1. Muito interessante esse texto. Quase todo homem e mulher agem assim. Retrato fiel dos relacionamentos em geral. E ao telefone, tem alguns homens que nem atendem pra não gastar muito, e quando atendem, simplificam tudo e ainda tem uns que desligam na cara.

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