23.9.08

Carol não brincou de sete pecados

Você alguma vez na sua infância brincou de sete pecados?

Não vai me dizer que você nunca ouviu falar da brincadeira?

Que nunca fugiu para não levar uma bolada?

Se você respondeu sim as duas últimas perguntas, fique tranqüilo você está na mesma situação que minha amiga Carol.

Claro que não vou cair na gargalhada na sua frente ou perguntar ‘se você não teve infância?’, isso são detalhes a parte. O fato é que me surpreendi. Como que a Carol não brincou de Sete Pecados?

Como eu sei que muitas pessoas também não brincaram eu vou dar uma colher de chá e explicar a brincadeira, que minha amiga definiu como ‘treinamento do Taleban para as criancinhas’.

Na brincadeira dos Sete Pecados (eu não acredito que estou escrevendo isso, mas tudo bem) o número de participantes era o número de buracos no chão.

Os buracos os quais me refiro eram do tamanho da bolinha,antigamente uma bola de leite que hoje não fabricam mais, tipo aquela que quando pegava em um espinho ... era uma vez uma bolinha.

Os buracos eram feitos próximos a uma parede dessa forma quando a bola fosse jogada para cair em um deles ela batia e voltava.

Cada participante tinha 3 chances de jogar a bola, se errasse todas passava pra outro, até alguém conseguir uma vítima.

Quando a bola caia em algum buraco não era sinal de sorte (pelo contrário) você tinha que pega-la rapidamente e tentar acertá-la nos demais participantes antes que esses tocassem o muro, uma espécie de linha de chegada.

Se você conseguisse acertar alguém na correria, sorte sua, você não ganhava um pecado, agora se você não conseguisse o pecado ia para você.

Com sete pecados, que geralmente eram sete pedrinhas ou sete folhinhas você ia para o paredão.

O paredão claro era o muro, só que o pecador (se assim podemos dizer) virava o tiro ao alvo.

Cada participante da brincadeira tinha direito a acertar sete boladas, se essas iam ser devagar ou com força isso ia critério e da mente sádica de cada um. O ruim era quando vinham as ‘bombadas’, era assim que chamávamos as bolas que eram arremessadas com força e que geralmente deixavam uma marca vermelha nas suas costas.

Algumas vezes eu fui para o paredão, só que naquele tempo eu corria, eu sabia o quanto era ruim levar bolada.

Em outras ocasiões tive que acertar meu irmão, agora imagina a minha cara quando eu chegava em casa ‘Mãe a Dannie me deu uma bolada’, lá vai eu explicar que era parte da brincadeira e que nem tinha sido tão ruim assim.

Antes de escrever esse post, eu fiz uma rápida pesquisa e constatei que em se tratando de brincadeira de criança todo mundo têm uma pra contar. As mais mencionadas foram a do taco, a do cemitério (ou mata no meio), da bandeirinha, esconde-esconde, pira-alta, pira-pega ,pira-coca (acho que seria cócoras) cipó queimado e de polícia-ladrão.

E você brincou de que?

Um comentário:

  1. Carol Nogara23.9.08

    Essa brincadeira só podia ser treinamento para os guerrilheiros islâmicos, ainda bem não brinquei, gostava mesmo era do pique-esconde e do cipó queimado...ahh além de Power Rangers..adorava...

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